quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A carta

Eu pensei muito no que eu poderia escrever. Em como colocar em palavras as coisas que estou sentindo.
Eu queria que essa fosse uma carta de amor. Daquelas apaixonadas, com frases tolas, mas com tanto sentimento que provocam sorrisos sinceros e lágrimas.
Mas essa não é uma delas. Em verdade, é uma declaração de amor. De um coração apaixonado. O problema, é que tem apenas um coração apaixonado aqui. O meu.
Eu queria dizer que te faria feliz, que te faria sorrir, que tentaria o meu melhor para estar ao seu lado. Queria dizer como você me faz feliz. Como eu sorrio ao seu lado. Como dormir com você é quase como estar no céu.
Mas não posso dizer isso. Só posso dizer que tudo que sonhei e planejei não vai acontecer. Que não sou eu quem vai acordar ao seu lado e te dar bom dia. Que não sou eu quem vai enxugar tuas lágrimas e sorrir com seus sorrisos. Não sou eu quem vai ouvir você cantar ao pé do ouvido e nem ouvir tuas histórias exageradas.
Não sou eu.
Não é uma carta de amor, embora eu assim quisesse.
É uma carta de dor. Dor de coração partido.