terça-feira, 30 de agosto de 2011
Coisas de amor
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Você
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
:(
respira fundo e decide não falar.
não resiste, abre a janela
olha foto.
ensaia escrever oi.
apaga.
respira fundo de novo.
fala com outra pessoa.
abre a janela novamente.
já se vão dez minutos olhando ela vazia.
não aparece um oi mágico,
um to com saudades.
fecha a janela.
fecha tudo.
fica ansiosa e abre novamente.
e nada.
se isso não é tortura, deus do céu, o que é?
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Saudades
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
O principe e a bruxa
O príncipe perturbado
Caminha por entre todos,
Sorriso largo, andar altivo.
É desejado.
Sabe de seu efeito
Seduz com palavras
Encanta com gestos.
Quem o vê passar
Acha que seu coração é frio
Máquina, cruel.
Destrói sonhos e corações por onde vai.
Mas sozinho,
Quando não há mais público,
Coloca a mão em seu peito
E o sente sangrar...
O príncipe pertubado
Do coração destroçado
Se faz de tirano
Para não mostrar a dor que carrega em si.
Mostra-se corajoso
Grande guerreiro, campeão de mil batalhas
Mas é um covarde
Teme o silêncio,
Teme a solidão.
Enfrenta a multidão e a domina como ninguém.
E é incapaz de lidar consigo mesmo, quando só.
Fechou-se em si,
Isolou os demais.
Construiu um castelo em torno de si.
O príncipe pertubado só não contava
Com a pobre bruxa de coração partido.
Feiticeira do sorriso quebrado.
E o príncipe, antes tão certo do seu poder
Viu que poderia perder seu reinado.
Corre, se esconde.
Parto mil corações,
Só não me deixe próximo desse sorriso
E desse cheiro do diabo.
Príncipe tolo, não sabe que não preciso
Invadir teu castelo para derrubá-lo?
Teu medo não te protege do meu sorriso.
Podes correr, podes fugir.
Mas já estou gravada em tua memória.
Principe pertubado,
Nada mais és que um menino,
Tolo, apaixonado e de coração destroçado.
Deixa-me entrar,
Deixa-me enfeitiçar.
Deixa-me curar.
E o principe refugiou-se em suas velhas concubinas.
Suas amantes que nada lhe pedem e tudo lhe confiam.
Mas cada vez que fecha os olhos,
Cada vez que fica sozinho,
Lembra daquele beijo doce
Aquele cheiro de flor,
E sabe que suas muralhas,
Pouco a pouco estão sendo minadas.
Foge, principe tolo.
Onde quer que você vá,
Você leva teu coração,
E eu, ali já fiz morada.