segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O principe e a bruxa

O príncipe perturbado

Caminha por entre todos,

Sorriso largo, andar altivo.

É desejado.

Sabe de seu efeito

Seduz com palavras

Encanta com gestos.

Quem o vê passar

Acha que seu coração é frio

Máquina, cruel.

Destrói sonhos e corações por onde vai.

Mas sozinho,

Quando não há mais público,

Coloca a mão em seu peito

E o sente sangrar...

O príncipe pertubado

Do coração destroçado

Se faz de tirano

Para não mostrar a dor que carrega em si.

Mostra-se corajoso

Grande guerreiro, campeão de mil batalhas

Mas é um covarde

Teme o silêncio,

Teme a solidão.

Enfrenta a multidão e a domina como ninguém.

E é incapaz de lidar consigo mesmo, quando só.

Fechou-se em si,

Isolou os demais.

Construiu um castelo em torno de si.

O príncipe pertubado só não contava

Com a pobre bruxa de coração partido.

Feiticeira do sorriso quebrado.

E o príncipe, antes tão certo do seu poder

Viu que poderia perder seu reinado.

Corre, se esconde.

Parto mil corações,

Só não me deixe próximo desse sorriso

E desse cheiro do diabo.

Príncipe tolo, não sabe que não preciso

Invadir teu castelo para derrubá-lo?

Teu medo não te protege do meu sorriso.

Podes correr, podes fugir.

Mas já estou gravada em tua memória.

Principe pertubado,

Nada mais és que um menino,

Tolo, apaixonado e de coração destroçado.

Deixa-me entrar,

Deixa-me enfeitiçar.

Deixa-me curar.

E o principe refugiou-se em suas velhas concubinas.

Suas amantes que nada lhe pedem e tudo lhe confiam.

Mas cada vez que fecha os olhos,

Cada vez que fica sozinho,

Lembra daquele beijo doce

Aquele cheiro de flor,

E sabe que suas muralhas,

Pouco a pouco estão sendo minadas.

Foge, principe tolo.

Onde quer que você vá,

Você leva teu coração,

E eu, ali já fiz morada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário