terça-feira, 30 de agosto de 2011

Coisas de amor

É, cada dia que passa, eu me convenço que não nasci para essas coisas de amor. Não me entenda mal, não acho que ele não exista. Nem julgo o sentimento que as pessoas dizem sentir. Mas para mim, amor é uma coisa diferente, tão especial, que não espero encontrá-lo em qualquer esquina.
Amor é dividir, é respeitar. Amor não é cego. Pelo contrário, ele enxerga. Defeitos e virtudes, o bom e o ruim. Amor tem a ver com admiração, seja pessoal, profissional ou filosófica. Amor é quando o outro estar feliz é tão importante quanto sua própria felicidade.
Amor não é passar a mão na cabeça quando o outro erra. E muito menos execrá-lo por isso. Amor é discutir os erros e buscar os acertos.
Amor é companheirismo. É ouvir quando se precisa ouvir e falar quando é necessário falar.
Amor não é tornar-se um só, ser inseparável. Amor é saber o limite, tanto seu quanto do outro.
Amor não é só sorriso. Também tem choro.
Amor é saber que o outro tem defeitos e que em algum momento, vai nos decepcionar. Mas também é saber que com isso, o outro se esforçará para compensar. Amor é saber que em determinados momentos, você também irá decepcionar. Mas espero que seu amor seja grande o suficiente para que você queira consertar.
Amor às vezes é silêncio. Às vezes é barulho.
Em alguns momentos, amor pode ser físico. Em outros, espiritual.
Amor não é sexo e sexo sem amor, é só necessidade física.
Amor não se acha em prateleiras de cada padaria. Amor não é a primeira vista. Amor precisa de tempo. De conhecimento. De desprendimento.
Essas relações efêmeras e seus "eu te amo" a jato não me convencem.
Essas relações doentes, em que o outro se torna seu mundo, não me apetecem. Se eu não puder ser eu, meu eu único e inconfundível, não me interessa esse amor. Se eu tiver que carregar no colo em vez de caminhar junto, não me interessa esse amor.
É por isso que cada dia que passa, me convenço de que não nasci para essas coisas de amor.

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